Adoro dia de eleição! O povo na rua, todos sorrindo, se abraçando, felizes...
É claro que, junto com a noite, chega a tristeza para alguns, mas o que importa é o dia todo de alegria, confraternização, abraços de velhos amigos (e de alguns que vc nem se lembra já terem sido seus amigos!)...
E tem o prazer de exercer o poder do voto!
Tá, chega de ironias... adoro os dias de eleição por que é dia de te ver, te cumprimentar em público sem medo, sorrir disfarçadamente em meio a tanta gente. Não sei se pra vc vale o dia perdido em meio aquele barulhinho chato que demonstra o voto realizado, mas pra mim, vale suportar todos os sorrisos eleitoreiros... só pra te ver... P.
Esse findi vi um trava-línguas que perguntava isso: "quanto tempo o tempo tem?". E fiquei pensando...
Tô redescobrindo a vida em paz... quase sem questionamentos, sem cobranças, com calma...
Uma vida a dois serena, quase terna! Depois de tanta turbulência... Será possível reconstruir o amor? Na adolescência li que, se o amor acaba, não o era... acho que é isso...
Mas tô, aos poucos, cansando do romantismo, da espera, desses dias felizes que nunca chegam...
Não será bem mais fácil ficar? Sem arroubos de felicidade máxima, mas sem agonia, sem saudade diária, sem corridas noturnas ao e-mail, sem tristeza mal disfarçada quando não tem nenhum recado...
Talvez eu seja enrustida! Talvez eu precise de um pouco de mimo, de colo, de chamego... Talvez, mesmo querendo ser libertária, anunciante de uma vida quase anárquica, eu ainda precise de um pouquinho de chão...
Talvez... mas talvez o sol nasça e, com ele, a vontade de gritar e correr daqui! Quem sabe não é só reflexo do findi tranquilo, da lua cheia, do desencontro de sexta?
Só sei que, pra ti, meu tempo é a eternidade... P.
Não foi uma decadência na vida, antes, uma tomada de decisão para tentar partir de um novo inicio. Não me esqueço da hipocrisia vivida escondida em que poucos tinham acesso. Queria me libertar disso, tentar mostrar o que sou, o que quero ser, sem medo ou vergonha. O exercício não é fácil, mais, um passo importante foi dado.
“Só é realmente livre aquele que conhece suas teorias, aquele que sabe porque pensa assim e procura continuamente revisar.”
Hoje o que tenho é somente a esperança de viver um sonho, mas com paciência aguardarei ansiosamente a sua realização. “A paciência convence até as autoridades; a perseverança pode vencer qualquer dificuldade.” (Provérbios 25:15)
Fica isso em mim com relação a você, meu amor! Paciência, perseverança e amor.
Entendo tudo o que passa com você e imagino como deve estar sendo difícil ser prisioneira de si mesma, no fundo é isso, refém da vida acomodada com um pouco vislumbrar de mudança, parece que escuto os gritos da sua alma clamando por liberdade que não vem.
Mais estou aqui, sempre te querendo, sempre te desejando, sempre te aguardando, sempre te esperando, sempre te amando...
Dias em que tudo o que queremos é sentir no calor do sol um pouco de conforto, mas lá fora tá tudo nublado?
Ou as nuvens estão aqui? Essa sou eu, hoje, aqui sem vc...
Hoje não estou preocupada em não parecer piegas, em usar as frases na terceira pessoa, em não demonstrar o ardor infantil, a falta desenfreada e os arrependimentos extremos que sinto...
Só hoje quero ser eu, com todos os meus defeitos, falhas, abusos... Por que sou feita exatamente disso: tristesas auto causadas, alegrias forjadas e arrependimentos sem prazo pra mudanças, reclamações verdadeiras seguidas de promessas falsas...
E mesmo a vc, que tanto me conhece, que sabe dos meus medos, tristesas e anseios mais profundos, tento parecer mais feliz, mais decidida, mais corajosa... Será que, um dia, vou poder falar menos e viver mais? P.
Como é difícil estar com alguém quando sabemos que nossa alma pertence a outra pessoa, outra vida, outro lugar...
Ouvir planos e sonhos, fazer contas, organizar fotos onde parecemos um casal tão feliz, tão completo...
Será possível ser feliz sem provocar infelicidade? Era tudo tão mais fácil com vc mais longe...
Desejos ficam menores com o passar dos anos, com as alegrias cotidianas do casamento, com a impossibilidade de viver de outra maneira...
Mas agora, o desejo de sair daqui, dessa casa, dessa relação, dessa vida levemente fingida que vivo a tanto tempo é ardente! Me sufoca, quase me obrigando a gritar...
E será logo, pelo tempo que for; infinito, enquanto durar... P.
Demorou tanto e quando aconteceu terminou tão rápido, que ironia! A esperança concretizada em mais um dos momentos finitos do nosso precioso tempo.
Este sim, é que vem e vai. E o tipo de frio do inverno que vivemos, é impossível saber se sentiremos de novo ou não.
Não quero que se vá, não vislumbro um futuro tão promissor sem a tua terna companhia; e que teoria poderia explicar esses dias maravilhosos? Qual percepção sentida poderia ser compreendida?
Pois falamos demais, prometemos demais, andamos demais, escondemos demais, bebemos demais, transamos demais, mas nunca é demais vivermos qualquer coisa profunda e firme, por menor que seja.
Amor! Proponho-me a vive-lo, não importando quando ou como. E sei que sem sacrifícios não há como experimentar tudo isso.
Vivo sim na sobra da maldita esperança, que fez o que fez com a gente.
E olhando hoje é nímio que me incomoda. Não estou falando das coisas visíveis, como as duas taças de vinho ou um quarto do Carbenet Sauvignon na garrafa.
Mas das marcas profundas na alma, que não podem ser apagadas ou esquecidas, que me levam a desejá-la cada vez mais.
No passar dos dias, como esse sentimento me sufoca e entorpece todo o meu ser. Continuo a querer-te, somente a você...Mango...!
Idos de um inverno No ano de dois mil e oito Foi ali que te deixei (ou fui deixada?)
Entre tantos encontros No vai e vem das marés de julho...
Seu sorriso franco, Seu olhar intenso, Partias em busca de organizar caminhos. Outros caminhos, adornados de flores e sem arestas, sem farpas, certezas.
Quando encontrares alguém que fizer seu coração parar por alguns segundos, se os olhares se cruzarem e houver o mesmo brilho neles, se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, se parecer que finalmente apareceu a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu, não se faça de rogado!
Agarre-se, permita que o primeiro e o último pensamento do seu dia seja revê-lo. Proíba-se do medo.
Se ouvíssemos mais os poetas, talvez não perderíamos o nosso grande amor, talvez não sentíssemos tanta dor.
Essa dor das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram, das nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido lado a lado, pelos filhos que gostaríamos de ter tido juntos e não tivemos, por todos os shows e comidas e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, por todos os beijos cancelados...
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A cada dia me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência que nada arrisca.
E que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade...
Mas, honestamente J., a nós não adianta chorar, nem adianta imaginar que, algum dia, por alguma força inexplicável, possamos ficar juntos...
Essa é a nossa vida: uma eterna dicotomia entre dor e felicidade...
P.
Livremente inspirado nos escritos de Carlos Drummond de Andrade.